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“...na India. Seus pandits sao, em Surinam, seus dirigentes
morais e intelectuais, alguns dos quais têm uma extraordi-
naria cultura, com um conceito claro do que representa
essa coletividade holandesa para os descendentes dos hindüs
que nela ingressaram tempos atras como simples trabalha-
dores bragais.
Os javanêses, cuja imigragao para Surinam data somente
de uma geragao, nao têm podido, como é natural, colocar-
se como grupo em situagao de influência comparavel a dos
hindüs. Quasi todos se dedicam a agricultura e a horticul-
tura, em que se destacam como os melhores trabalhadores
que se podem encontrar. Constituem um povo afavel, de
grande simpatia, que, em sua terra natal, criou obras de
arte maravilhosas, mas que, “no vasto campo de batalha do
mundo,” nao possue, talvez, as mesmas qualidades de reali-
zagao dos energicos hindüs; nao tem a parcimonia nem o
espirito comercial necessarios, de modo que seus compo-
nentes nao se encontram em condigoes de lograr éxito mate...”
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“... patria se estendeu muito além dos confins de seus
pequenos dominios. Em certa ocasiao, em 1644, chegaram
duzentos soldados procedentes da faixa de território brasi-
leiro onde se achava estabelecida uma feitoria holandêsa.
Regressavam para a Holanda, mas o governador os enviou
para Nova Amsterdam, onde sua presenga se tornava ne-
cessaria. E chegaram com tanta oportunidade que salvaram
a colónia, entao assaltada pelos indios.
Seis anos mais tarde, Nova Amsterdam teve a oportuni-
dade de pagar a sua divida de gratidao. 0 povo de Cura-
gau estava na iminência de morrer de fome, quando chegou
a ilha um navio carregado de viveres, procedente de
Amsterdam, e enviado por Peter Stuyvesant! Porque o
■“cabegudo” Stuyvesant havia permanecido somente trés
anos na ilha. Nova Amsterdam oferecia um campo mais
vasto para o sen talento, e, em 1647, êle saira de Curagau.
Entretanto, depois que os holandêses revelaram o futuro
que seus novos territórios ofereciam, outras nagöes euro-
peias...”
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