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“... judeus, embora pouco passem de um milhar, consti- tuent um fator sumamente destacado na vida cultural e religiosa do pais, pois figuram entre os colonos mais an- tigos e têm exercido uma influência consideravel no pro- gresso da populagao crioula. Os hindüs formam uma comunidade étnica e religiosa forte e bem organizada, e, embora se orgulhem da cida- dania holandesa que adquiriram, mantêm relagaes culturais nao somente com a “Mae Patria,” bem como com as comuni- dades de Demerara e Trinidad. O nümero dos maometanos aumentou notavelmente desde que se iniciou a imigragao javanesa para Surinam, no perxodo de uma geragao. Apesar da grande diversidade de crengas religiosas, as relagöes entre as varias comunidades nao deixam nada a desejar. Quando, nos fins de 1942, foi realizada uma grande manifestagao püblica para protestar contra as atro- cidades que os alemaes têm inflingido aos judeus, os diri- gentes protestantes, católicos, mussulmanos, hindüs e he- breus falaram da...”
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“... se contam, naturalmente, inümeros funcionarios que, se nao se decidem a ficar permanentamente no pais, nao podem ser considera- dos como “surinamenses" propriamente ditos, e outros va- riados grupos insignificantes, bem como individuos isolados de diversas origens. O amoldamento dessas diferentes ragas em uma coletivi- dade mais ou menos homogênea somente sera possivel se nao se exagerar essa homogenidade ou se nao se tentar amoldar cada um dos elementos integrantes segundo um padrao artificial. Nesse sentido, como em muitos outros, a Guiana ainda se acha em um periodo de transigao, mas a perspectiva é sumamente promissora. Os matrimónios cada vez mais frequentes entre os 23...”
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“... extrema gravidade das circunstancias, uma vez que a Mae Patria foi ocupada pelo invasor. Em primeiro lugar, era sumamente dificil em Surinam, pela sua posigao de isolamento, interpretar a realidade da situagao. Seria êsse o fim da Holanda, como nagao independente? A pergunta podera parecer absurda hoje, mas, ha trés anos, muitos dos cidadaos de Surinam tinham a impressao de que haviam chegado ao fim de tudo. Tinham ficado, de repente, corta- dos todos os lagos materiais de uniao com a metrópole e, para todos os fins praticos, a patria havia deixado de exis- tir. As hordas alemas tinham avangado muito em seu obje- tivo de dominagao da Europa. A Holanda nao tinha sido simplesmente invadida; estava submersa na maré ingente da conquista. Nao é, pois, de estranhar que a pequena coletivi- dade se sentisse órfa, abandonada, prêsa do mais negro desespêro. No sentido material, dependia da metrópole; em todas as mentes se apresentava ameagador o terrivel problema de ganhar a vida no...”
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“... apreciavel, até que a metróple foi invadida pelos alemaes. Ao ocorrer a invasao da Holanda, foram adotadas em Curagau todas as medidas necessarias as circunstancias. Os cidadaos de nacionalidade inimiga foram internados na Ilha de Bonaire, situada a éste de Curagau; foi proclamado o estado de sitio, e algumas tropas inglesas desembarcaram no Território, para ajudar a guarnigao holandêsa na pro- tegao das refinarias, tao essenciais para a continuagao da guerra. Um ano e meio mais tarde, quando os Estados Unidos entraram no conflito, as tropas britanicas foram substitui- das pelas fórgas norte-americanas, com as quais foi esta- belecida também uma cooperacao perfeita e sumamente cordial, na defesa dessas ilhas que, pela sua situagao geografica e pelas suas refinarias de Aruba e Curagau, que representam cobigados objetivos para o inimigo, foram atacadas varias vêzes pelos submarinos. Nao pretendemos, neste artigo, tratar da história contemporanea, apesar da sua grande...”
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“.... Conquanto a Missao desempenhe um papel sumamente importante no- ensino de Curagau, todo o sistema pedagó- gico se acha sob a alta algada do Govêrno e funciona de acördo com os regulamentos oficiais, aprovados pela Assembléia Legislativa. Para os estudos superiores, entre- tanto, os estudantes eram enviados para a Holanda, até que esta foi invadida pelos alemaes; o Govêrno de Curagau levou a efeito, entao, um projeto que desde ha muito tempo aspirava realizar: e fundou a escola de ensino superior— o Colêgio Peter Stuyvesant (assim chamado em memória do ultimo Governador de Nova Amsterdam, o qual também governou Curagau, ha trezentos anos), instituigao essa que prepara completamente os seus alunos para ingressarem nas Universidades da Holanda. VELHA IGREJA PROTESTANTE, EM WILLEMSTAD...”
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“... natural, para o uso de uma espécie de “papiamento” em que predomina o seu pró- prio idioma, as variagöes nao sao tao grandes que consti- tuam qualquer dificuldade para que uns e outros se enten- dam perfeitamente. Como no caso da linguagem popular de Surinam, o “talkee-talkee,” acredita-se que o “papiamento” tenha tido origem provavelmente entre os escravos que foram levados para Curagau, nos albores de sua história, pelos traficantes portuguêses. Um estudioso dessa pinturesca linguagem ex- pressou essa teoria na seguinte forma, sumamente poética: “A semente do português caida no solo africano produziu um rebento—uma espécie de português simplista adequado para os negros—linguagem essa que todos os esqravos transportados em navios negreiros portuguêses foram obri- gados a adotar. Os idiomas europeus falados em sua nova patria (espanhol, francês, inglês e holandês) se enxertaTam no velho caule, de onde onde entao sairam novos brótos, enquanto que a essência da linguagem...”