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“... desfrutado, durante mais de
meio século, de um organismo representative e
de uma autonomia bastante ampla.
Todavia, o fato de que até pouco tempo Suri-
nam dependia econömicamente de uma con-
siderabel subvengao que lhe dava a metrópole,
prejudicava o desenvolvimento da sua autono-
mia. Mas, por outra parte, Surinam era prova-
velmente o mais holandês de todos os dominios
de Ultramar e, sem düvida alguma, o território
onde existia o desejo mais antigo e mais arrai-
gado de se adaptar a cultura holandesa. Se,
segundo afirma o autor francês Gustave Le Bon,
é le désir d’etre ensemble o que determina a
firmeza des nagoes, nao podemos deixar de con-
cluir que os lagos que unem a Holanda e Surinam
sao firmes e sólidos.
A guerra tem produzido muitas mudangas re-
pentinas. A importancia das minas de bauxita
de Surinam para a indüstria bélica trouxe con-
sigo aspectos econömicos muito melhores do
que se poderiam esperar no caso de um desen-
volvimento mais lento da indüstria do...”
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